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quarta-feira, setembro 30, 2009

JOSÉ AFONSO

Tributo a José Afonso
O projecto Memorial José Afonso (1929 – 2009) chega ao fim com um tributo pelo Grupo Canção de Coimbra. O espectáculo está marcado para sábado, 3 de Outubro, no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra
.
-O grupo de fado Canção de Coimbra encerra sábado, às 21H45, no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra, com um espectáculo de tributo, o programa de homenagem ao poeta e cantor que nasceu em Aveiro há 80 anos.
-O projecto Memorial José Afonso (1929 – 2009), uma iniciativa de homenagem organizada pelo Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, cuja abertura aconteceu no passado dia 2 de Agosto, data em que se assinalaram os 80 anos do nascimento do artista – a 2 de Agosto de 1929 – irá encerrar com o espectáculo que pretende ser um tributo protagonizado pelo Grupo Canção de Coimbra.
-A dar voz ao concerto estarão António Dinis, Jorge Machado e Nuno Silva, nas guitarras de Coimbra estarão Fernando Marques e Pedro Santos e na viola estará Manuel João Vaz. Além destes músicos, o espectáculo contará com os “históricos” RUI PATO /viola), que acompanhou Zeca Afonso no seu percurso musical, (nos anos 60), e OCTÁVIO SÉRGIO (guitarrista de Coimbra, que acompanhou Zeca Afonso na gravação do seu último disco (“Fados de Coimbra e outras canções”), editado nos anos 80.
-De acordo com uma nota da organização, os músicos pertencem à geração de noventa do século XX da Canção de Coimbra, reunindo-se em Palco para homenagear uma das figuras maiores do fado/canção de Coimbra.
-A temática central do espectáculo remete para a passagem de José Afonso pela cidade de Coimbra, pelo que se irão interpretar temas relacionados com a entrada no reportório clássico, seguindo-se uma passagem pelas baladas acompanhadas à viola. O espectáculo encaminhar-se-á depois para o regresso final do homenageado à cidade, com temas do disco “Fados de Coimbra e outras canções”, de 1981.
- Tal como José Afonso, todos os músicos que irão pisar o palco do Pavilhão do Centro de Portugal fizeram parte de organismos da Academia de Coimbra, tais como a Tuna Académica da Universidade de Coimbra e o Orfeon Académico de Coimbra.
Texto transcrito do Diário das Beira por Fernando Rafael



sábado, setembro 05, 2009

Homenagem a Zeca Afonso

Hoje pelas 15H30 na Casa Municipal da Cultura, aborda-se o tema " A Música de José Afonso" por Manuel Rocha, RUI PATO e José Mário Branco

Celestelinda e Rafaelitolindo, os nossos repórteres que vão aonde os outros não chegam (mas deviam), estiveram lá:

Foi uma sessão BRILHANTE!
Apesar da não presença de José Mário Branco e da pouca assistência (mas muito interessada), as intervenções do Prof. Manuel Rocha e Dr. Rui Pato foram de uma riqueza fora do vulgar.
O Prof. Manuel Rocha mais sobre o aspecto musical, focando o aspecto original dos temas e depois o tratamento com "mais textura", mais "roupagem", como os originais foram sendo interpretados por diversos grupos.
O Dr. Rui Pato prendeu de uma forma extrordinária a assistência com a narração como entrou nesta "aventura" com o Zeca Afonso!
E para quem não sabe essa aventura começo exactamente na Praça de Ceuta, casa dos pais do Rui Pato!
(Vou agora tirar o "Dr.")
Imaginem o Rui Pato com 15 anos sentado nas escadas que vão do rés do chão ao 1º andar, a ouvir o Zeca a cantar e a tocar (na viola do Rui), com o Rui a dizer: "Zeca, se não se importa é melhor eu tocar a viola..."
O Zeca já não largou mais o Rui Pato!
Mas o momento mais fantástico foi quando o Rui Pato tira da pasta com documentos que levava, uma série de POSTAIS DE CORREIO daquela época que ele escreveu ao Rui e ao pai e cuja leitura foi um momento mágico desta sessão!
Só quem lá esteve pode avaliar, porque é difícil descrever o conteúdo dessa correspondência, o grau intimista como o Zeca Afonso tratava de diversos assuntos com o Rui e o pai.
Eu, a Celeste Maria e todos os presentes ficámos maravilhados com esta "revelação", que foi feita pela 1ª vez!
A sessão foi moderada por Jorge Cravo, estando também presente o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Dr. Mário Nunes.

terça-feira, setembro 01, 2009

Dr. Rui Pato


Confesso que não tinha ideia de quem era o Dr. Rui Pato até tocar com ele no Encontro de Gerações do Bairro Norton de Matos e nos ensaios que o precederam. O que me apercebi logo no primeiro ensaio foi que estava perante um músico excepcional. Como o Rafael me disse que o Dr. Rui Pato é o Presidente do CA do Centro Hospitalar de Coimbra, assumi que seria um músico amador. Por conversas posteriores com o Rafaelito, soube que o José (Zeca) Afonso, nos anos 60, foi acompanhado em muitas ocasiões à viola (ao vivo e em gravações) por um tal de Rui Pato.
Pois...
Comecei a pesquisar sobre a ligação entre o José Afonso e o Rui Pato e a conclusão a que chego é que tive a oportunidade de tocar com aquele que foi o braço direito... e esquerdo... e os dez dedos das mãos... do José Afonso.

"Quando o Zeca, já depois da sua passagem em Coimbra, como estudante e cantor do fado tradicional, já professor, regressa a Coimbra para mostrar aos amigos um modelo novo de canções, vai ter à Brasileira. Mas para se ouvirem as coisas novas era necessário um acompanhante à viola. Como eu tocava viola e o meu pai o lembrou, foram todos para minha casa para o Zeca mostrar as suas primeiras canções. E foi então que eu ouvi pela primeira vez as coisas novas do Zeca, que fui acompanhando à viola de uma maneira de que ele gostou. E pronto, nasceu ali a ideia de passar a acompanhar o Zeca Afonso, o que aconteceu logo até num primeiro disco, que também foi sugerido na altura.
(...) As canções que o Zeca cantou foram algumas das que depois se transformaram em símbolos, como “Os vampiros”, “O meu menino é de oiro”, “Tenho barcos, tenho remos”, aquelas primeiras coisas que ele gravou, que eu acompanhei, e que depois se transformaram em grandes sucessos. Seguiram-se um segundo disco e um terceiro. Comecei depois a acompanhar o Zeca em espectáculos um pouco por todo o país, o que aconteceu entre 1963 e 1969, na altura da crise académica. Ainda antes, por altura de 1965, comecei também a acompanhar o Adriano [Correia de Oliveira], o que voltou a acontecer com o António Portugal, o Pinho Brojo, o António Bernardino, numa actividade quase febril.
(...) Chegámos a 1969 e como eu era dirigente académico fui castigado, foi-me retirada a possibilidade de ir para o estrangeiro e, por isso, não pude acompanhar o Zeca que começou a gravar lá fora em condições completamente diferentes daquelas que tinha em Portugal. Mas continuei a acompanhar o Adriano em 1969, em 70, ainda gravei com ele “O canto e as armas”, com poemas de Manuel Alegre. Em 70, 71, 72 ainda acompanhei o Adriano, ainda fiz várias coisas com o António Portugal, com o Brojo. Depois disso, quando me formei em Medicina, em 1972, dediquei-me ao exercício da profissão e só muito raramente fazia música, o que voltou a acontecer com o Adriano numa Festa do Avante e, depois, a pedido do Zeca, no seu último concerto no Coliseu, onde eu o acompanhei em três temas dos seus mais antigos.
(...) um ano ou dois depois de eu acompanhar o Zeca. Só então percebi a importância do canto do Zeca e da minha própria contribuição para ele. Porque o que aconteceu foi mostrar um novo modelo de acompanhamento, um instrumento muito discreto que serve quase só para sublinhar o poema"

Entrevista de Rui Pato no Diário as Beiras de 3 de Agosto de 2009

Que pinta!
E eu, que sou um borra-botas de trás da serra da Estrela, tive logo que dar uma fífia quando actuávamos para aquela malta toda do bairro Norton de Matos.

Curiosidades sobre José Afonso - Rascunhos
Recomendação da AnAndrade... e agora minha: blog 80 anos de zeca

sábado, outubro 18, 2008

Eu estive lá e contribuí com uma fífia (das grandes, que das pequenas foram várias)

Grande Rafaelitolindo,

Já estou em casa e tu ainda vais ter aí pano para mangas nessa festa de arromba que está a ser o «Encontro de Gerações» do Bairro Norton de Matos.
Parabéns pela organização (só consigo imaginar um poucochito o trabalhão que deu) e, principalmente, pela tua já habitual coragem. Sou teu fã, mas isso tu já sabes há muito!
Sempre tivemos a tendência masoquista de sobrevalorizar as fífias. No teu caso, começaste a cantar com o microfone na nuca... a batida do Jorge Carvalho no início foi influência de uma qualquer dança da chuva índia... a Joana no fim disse-me que também se enganou em algumas passagens (só pode ter sido um Mi bemol onde deveria ser um Ré sustenido)... e eu, como tinha a letra com os acordes entalada entre a viola e a perna, ficou escondida a última quadra do lado esquerdo e aí vai o Paulo Moura a cantar (vergonhosamente só) o coro quando devia ser essa quadra. Vês a vantagem de seres surdo? Estava eu a cantar mal e tu cantaste a quadra certa, sem dares pelo meu erro. O Dr. Rui Pato é que nesse momento devia ter tido um momento de surdez para não me fazer aquele olhar de "o que é que estou aqui a fazer com esta malta que já se sabia que isto ia ser um massacre".
Mas o que fica para quem lá esteve - e para mim - foi tanta gente a cantar e a acompanhar-nos. Se olhaste para as pessoas, deverás ter reparado que as pessoas estavam divertidas... e gostaram. E isso é o que interessa.
Conta sempre comigo. Mas isso, tu também já sabes.

Paulo
_______________
No blog Cavalinho Selvagem já lá estão duas fotos da nossa brilhante actuação: esta e esta. O anónimo sou eu.

E aqui ficam (agora que já não temos de esconder para ser surpresa) as imagens e o video que a Celestelinda gravou dos ensaios em vossa casa. O que não aparece nas imagens é a comidinha e bebidinha que soube tão bem... ou não sejam sempre uma delícia os miminhos da Celestita.









Canção do Encontro de Gerações do Bairro Norton de Matos em 18 de Outubro de 2008.

O ONTEM FAZ-SE HOJE
Música de José Mário Branco
Letra adaptada por Celeste Maria
Cantada pelo Rafaelitolindo
Acompanhado por Rui Pato (viola), Renato (bandolim), Joana Reis (acordeon que até toca sozinho e assim também eu...), Jorge Carvalho (bombo) e Paulo Moura (viola)

Quando a ideia começou,
Quando a semente germinou,
Foi pensando em ti
Que logo te escrevi.
Então, com a força da vontade,
O sonho virou realidade.

Assim, a palavra foi rolando,
Como uma bola saltitando,
Todos fomos vendo,
Sempre em crescendo,
As nossas estórias desfilar
Num blog p´ra nos recrear.

Viemos de longe e de tão perto
No nosso Bairro a pensar
Estamos felizes, como petizes
Com o desejo de aqui estar.
Sempre, sempre a recordar!

O que a liberdade conquistou,
A fantasia revelou
Na força da imagem
Do cavalo selvagem.
Em prosa alegre e divertida
Cavalgou até pr'além da vida.

Viemos de longe e de tão perto...

Amigos que não envelhecem,
Amigos que nos enternecem,
Revelam o valor
Dum fugidio amor.
São os segredos a fruir
Memórias que desistem de partir.

Nestes Outonos bem floridos,
De primaveras coloridas,
A vida separou
A saudade ligou.
Hoje a festa canta nas janelas
Numa sinfonia de estrelas!

Viemos de longe e de tão perto...

Os corações formam laços,
As gerações dão abraços,
De rugas airosas
De carecas charmosas.
E o picadeiro virou mar
Com sons do gaiteiro a ondular.

Viemos de longe e de tão perto
No nosso Bairro a pensar
Houve emoções, muitos afectos,
Lágrimas, risos e projectos
Dum amanhã a desenhar!
Viemos de longe e de tão perto
No nosso Bairro a pensar
Vamos p´ra longe, também p´ra perto
Com o desejo de voltar
Eu vim de longe e de tão perto (bis)

segunda-feira, março 17, 2008

Romagem aos Poemas de Menagem


Ao chegarmos a Carcavelos, aBerta sugeriu que fôssemos almoçar à «Passarinha» (ou algo assim parecido... ah! É isso, «Pastorinha»). Valeu-nos o Rafaelito ir de gravata, para nos deixarem comer. "Têm reserva?" - perguntou-nos o chefe de sala. "Nós somos dois casais sem quaisquer reservas".



A TriMargarida comeu uma pescada à Bulhão Pato. "Muito boa", disse ela. No final, quando pediu a sobremesa (1/2 de bolo de chocolate tipo mousse e 1/2 de encharcada) o empregado perguntou: "A senhora deseja canela na sua encharcada?". O Paulo Moura perguntou-lhe: "Como é que o senhor sabe que ela a tem encharcada?!"



O resto dos dois casais comeu entrecosto com arroz de feijão. Como o entrecosto foi à fartazana e estava bom, o Rafaelitolindo aproveitou para suspirar pelo arroz de feijão da Celestita, "que é muito melhor".



Até aqui, aBerta estava a comer com faca e garfo, que "noblesse oblige"...



... mas o Paulo Moura não é homem de cerimónias e deu o exemplo de como se come entrecosto no lado de trás da serra.



Um Monte Velho (Alentejo) branco e um Charamba (Douro) tinto. "Os senhores desejam água?" A resposta foi rápida: "Temos lá muita, na serra da Estrela".



O Rafaelito deliciou-se com a TriMargarida a mexer-lhe no pau de canela. Mal sabia ele o que estava para vir.



"Mil e duzentos paus de pão!!!!!!"



Do que o Car(v)alho se safou...



Estava bom tempo e descemos do restaurante para a praia. A TriMargarida trouxe uns pensos higiénicos que havia na casa de banho do restaurante. O Paulo Moura trouxe uns Chupa-Chups que havia no balcão.



Enquanto uns conversavam...



... outros apanhavam sol.



E lá fomos ao lançamento do livro «Poemas de Menagem» do Jorge Castro, o nosso amigo e Mestre Dom OrCa, na junta de freguesia de Carcavelos.



Aquilo estava cheio de malta porreira, pá.



A Lourdes e o filho, Alexandre. "Lourdes, ele saíu de ti?!"



Aquilo era só abraços. Não admira. Como diz o Miúdo, dos «Vozes da Rádio», "há gente assim, pessoas de abraço".



A Margarida, que não se acha fotogénica mas eu acho que é.



O Rafaelito quis tirar uma foto, "para não pensarem que tu não vieste cá".



O Jorge Castro ladeado pela Drª. Zilda Costa da Silva, presidente da junta de freguesia de Carcavelos, e pela Rosário Rodrigues.



A Dra. Zilda e a Fernanda Frazão, da editora Apenas Livros, que nunca se cansa de dar mimos ao Jorge Castro. E ele merece-os, "Eça é que é Eça", como gosta de escrever a São Rosas.


Actuação das Cramol (nome que nos deu a ideia para criarmos um grupo coral de homens, os «C'ra'Mole»):


Rosário Rodrigues e Rui Farinha (como lhe disse depois do jantar, "se eu tivesse a sua voz, isso é que era..."):


Rui Farinha num engate descarado à Lourdes, ainda por cima usando um texto do marido dela:


Mário Piçarra (a São Rosas adorou o apelido):


Estefânia Estevens (que voz... ouvia-se a alma):



A São Rosas só ficou desapontada porque pensava que o livro era «Poemas de Ménage»... mas não se pode ter tudo.


O Jorge Castro agradeceu e abraçou-nos:



A dedicatória ao Paulo Moura foi feita na página 17, junto à dedicatória impressa no livro.



A Lourdes num dos poucos momentos em que não esteve de olhos postos no "sê hóme".



Depois do «Carcavelos de Honra» fomos beber uns chás. E aBerta disse à empregada que era a primeira vez que via o chá Gorreana em saquetas individuais. Lá tive que esclarecer a senhora: "Sabe, aBerta gosta muito deste chá e está habituada a levar no pacote".



Fomos jantar com o OrCa e amigos ao restaurante Kokas. E aBerta levou um lindo conjunto de casaco e carteira. O Rafaelito só não gostou de a Académica ter empatado com o Belenenses, quando "até jogaram só com dez muito tempo". É o que dá ter um emblema de ouro de 50 anos de sócios da Académica: as alegrias são poucas e sempre efémeras.


Quem quiser saber o que lá se passou... a sério, só indo ao blog Sete Mares.