Graças ao grandioso Ognid, fotógrafo oficial da blogosfera nacional (rima e é verdal), podemos ilustrar o que se passou na noite de sábado, em que o Rafaelitolindo deu (mais) uma demonstração da sua pujança e a mineTuna se fartou de dar fífias. Comecemos pela estrela da noite:

O Rafelitolindo e a Alice (a Margarida tinha-se afastado por KO técnico)
mostram o que é bailar o Pingacho
Na parte "bailalo de lao, del otro costao, de la delantera, también de la trasera", quando chegava à fase «de la delantera», o Rafaelitolindo demonstrava para que serve uma barriga (com mais gás que uma botija do dito) e projectava a Alicita uns bons metros às arrecuas. Isto ao som dos caramonicos (agora que estou longe já não me batem por lhes chamar isto) de Palaçoulo, com um exímio contador de histórias. Só não sabiam apreciar um bom dançarino do Pingacho, pelo que o Rafaelitolindo tem o direito de lá voltar: "Um outro dia hei-de ir novamente a Palaçoulo para o contador de histórias me ensinar a dançar o pingacho e eu aproveito e ensino-o a tocar bombo, segundo a escola do Pierre Concertina (com direito a olhar para o bater do pé!)"

O verdadeiro artista tem sempre quem lhe limpe o suor
depois do combate, com uma toalha (ou, na sua falta,
com guardanapos de papel usados)
A mineTuna apresentou uma versão liofilizada do seu programa. E, mesmo com metade dos elementos, conseguimos dar as mesmas - ou até mais - fífias como se estivéssemos todos! Aqui, passo a narrativa ao Rafaelitolindo: "Gostaria de chamar a atenção para um pormenor que a mim me marcou bastante (sou saudosista) e que foi o reviver o momento do Zé Ferreira no grupo de Danças - versão original rural:
- Ou pára a quermesse ou vamos embora! - seco mas directo... e não fomos embora!
O Paulo Moura - em versão universitária amestrada - é:
- Aí atrás, ou se chegam à frente e colaboram, ou então... - Os que lá estavam preferiram o «então» e continuaram a beber e a conversar... mas na varanda do lado de fora do restaurante!"

A mineTuna prezou pela elegância e cavalheirismo:
enquanto um tirava a língua de fora aos presentes, os
outros mineTeiros viravam-lhes o cu


Dado o adiantado da hora, não pudemos encerrar a acta. Muito menos assiná-la.

Ide! Ide! Chichi cama!
E ó Mário Rui, o Rafaelitolindo manda perguntar:
- Além da gaita em Ré, chegaste a utilizar a outra, ou estava desafinada?...
O Dom OrCa também ode a mineTuna (isto não é para todos):
"MineTunantes, amigos,
que assim minetunastes,
não reza a História de trastes
que só sabem dos umbigos...
Eu convosco minetunei,
vós a mim minetunastes,
tal qual o cu de Miranda
com cara da outra banda,
desteis a fífia e a voz
ao puto mais reguiloso
e aos egrégios avós.
Democratas no alarido,
depois das gaitadas dadas,
deram lugar ao ruído
como quem dá berlaitadas...
Mas sabei quanto vos quero
neste abraço que vos deixo.
E mais valera um Aleixo,
que estes versos de enchumaço.
Não sei se merecidas são
as palavras que me trazem...
mas soam-me tal canção...
Nem sabeis que bem me fazem!
Abraços aos tunantes e às bailarinas."




















Vou lançar mais um livrinho de cordel, com a editora Apenas Livros. Desta feita, chama-se "Havia Trigo", edição bilingue (português e mirandês) e tem a ver com a minha meninice passada em terras de Miranda do Douro... E vou lançá-lo em Miranda.
- dia 07: pelas 15h30, na Casa da Cultura de Miranda do Douro, lançamento do livro "Havia Trigo", que mais não será do que um pretexto para este grande abraço que gostaria de vos dar. O livro foi gentilmente traduzido para mirandês pelo Professor Bárbolo Alves, que não poderá estar presente por ponderosas razões, mas que o estará, desde já, pela maior cumplicidade. Ao jantar, deslocação a Palaçoulo, povoação a uma mão-cheia de quilómetros (não muitos) de Miranda, onde nos esperará uma opípara refeição com as coisas boas da terra... e, se tudo correr de feição, algum gaiteiro a animar a função 
















