





Antes de irmos para o restaurante, aquecemos os motores com uns finos numa confeitaria junto ao casino da Póvoa de Varzim. E o Jorge Costa afinou a sua voz de tenor, com um brilhozinho nos olhos cada vez que falava do jantar há poucos dias com a Lúcia no casino de Espinho, à luz de candeias. E o brilhozinho nos olhos reaparecia cada vez que chegava mais alguém... e ele contava de novo a história do quinteto com três miúdas. Está perto - esperamos - o que o João Marcelino baptizou de «requecaliação».

O «The Lingerie Restaurant» correspondeu totalmente às expectativas. Acolhedor, com um serviço simpático e profissional, com strippers M/F que não pudemos fotografar mas nos proporcionaram momentos que ficarão nas nossas memórias...

... tantos que nem dá para listar todos aqui. Perguntem depois à Jacky como decorreu a sua primeira experiência lésbica... à Fatinha como foi subir ao tecto nos braços de um cigano culturista... ao Rafael como é que não conseguiu acertar com a presilha da meias da primeira que se sentou ao colo dele (mas vingou-se na segunda, atinando logo com os colchetes e ficando com o soutien nas mãos, exibindo o troféu no ar)... à Berta se se sentiu como uma noz apertada pelas pernas de um marinheiro culturista (e se queixou que ele era pequeno... vá-se lá saber em quê)... à Margarida se pediu o livro de reclamações porque elas se despiam todos mas eles não mostravam as pilinhas...


...ao Jorge Costa se as empregadas de mesa, em lingerie, lhe chegaram a responder se não tinham frio... ao Carlos Carvalho se era a fractura interna do menisco e as duas hérnias que o faziam suar tanto... ao JF e a Raim porque é que ficaram no topo da mesa junto ao varão... ao Menor que Continua Desesperado à Procura dos Seus Pais porque é que lhe tiveram que segurar nas mãos... ao João Marcelino e ao SirHaiva porque é que elas não quiseram nada com eles...

No final do jantar houve quem se sentisse mal e se deitou em cima da mesa...
... dizem que foi depois de aceitar de presente um bolo envenenado da Corpetinho Vermelho...

... tendo sido confortado por todos os presentes, principalmente depois de ter corrido o risco de engolir um piercing.
Várias vezes ao longo da noite a malta em coro carpiu por ele:
- 1, 2, 3... Uuuuuuh... Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuh...
Li o poema dedicado pelo Dom OrCa ao Jorge Costa:
Jorge Costa deu à dita
e na vida cambalhota
que a vida é filha da outra
e não vai lá numa treta
foi o Jorge noutro trote
fino de trato e alegrete
gosta de deitar dichote
onde quer que o nariz meta
aqui - ali - acolá
deste Jorge sinaleiro
dir-se-á que mais não dá
mas quanto dá é inteiro
nem lamúria nem garrote
nem asneira se cometa
que lá vai Jorge a reboque
céus afora num cometa
cuidado c’o abrasão
com tanta luz entre as partes
que tu partes, maganão
p’ra outro estar, outras artes
e não são boas nem más
nem melhores, tudo é diferente
no caminho em que tu vás
seja por trás ou p’la frente
ou experimenta de lado
sabes como é, de cernelha
sorve-lhe cada bocado
enquanto a pele não se engelha
mas mesmo engelhadinho
encortiçado e tremente
sorve a vida qual bom vinho
com o que te vier ao dente
pois sei-te bem artesão
de palavras quais chamuças
funde-te lá com a São
e à vida... vai-lhe às fuças!"
Foram-lhe também oferecidas seis revistas (Gina, Erotica, TopSex e outras... ainda dentro de capas plastificadas) que ele bem quis deixar em cima da mesa ao ir-se embora, mas a malta não deixou!

Todos menos o fotógrafo à saída do restaurante.

Terminámos deliciando a vista e os estômagos com o «bolo de divórcio», culinarizado pela Celeste e com mão-de-obra (adivinhem em quê) do Rafaelitolindo.

O Raim, com a sua máquina fotográfica que vê o que outros nem sonham, registou a última imagem do Jorge Costa antes de ele ter desaparecido em combate.

















DIE REPORTAGE DER TUNAMELICHES IN DER TRAUUNG DER TOCHTER UNSEREN FREUNDEN LICITA UND ZÉ LUIZ MIT TORSTEN.
