quarta-feira, novembro 14, 2007

A saga da Tuna Meliches no 8º Encontra-a-Funda - capítulo 3

Pois lá fomos a caminho do restaurante do Hotel Turismo da Covilhã, para o jantar descrito no programa do ArtCore como "Roteiro de Gastronomia Afrodisíaca e Recital de Poesia Erótico-Satiríca, com Mário de Carvalho, cuja ementa é Cogumelos com Alho e Picante, Espetada de Tamboril e Camarão com Molho Tropical, Caril de Aves com Frutas e Mesa dos Pecados, ao preço de € 20 sem bebidas, com um espectáculo de Paulo Patrício («Prédio do Vasco», TVI)".
O Rafaelito resumiu assim o momento:
"Foi realmente um fim de semana em cheio!
E para ser bem original foi do outro mundo a cena trágico-cómica dos sem-abrigo que entraram pela porta dos fundos, com uma afrodisíaca personagem feminina que, com inteligência de franga bem aperaltada, mandou chamar o mestre de sala para resolver tão delicado problema, pois não sabia como podia mandar sentar tão indigentes pessoas numa sala completamente cheia... de ninguém!
Só reunindo a direcção do hotel poderia ser resolvida questão tão melindrosa!
Por «maioria» - a franga aperaltada votou contra - foi dada a sentença, a qual foi devidamente fundamentada: devem entrar pela porta principal, para que possam ser considerados gente com princípios, meios e afins, com delicadeza, passo firme e cabeça levantada para que não levantem suspeitas. Se houver alguma falha, vão ter que sair novamente e repetir tudo novamente.
Penso que foi a São Rosas que se peidou, pois tivemos mesmo que repetir a entrada!
Uma vez entrados com sucesso, foi recomendado que não reagíssemos às anedotas ArtCore com demasiado entusiasmo, pois poderíamos incomodar o pessoal que andava a servir os frangos a nadarem em óleo a-viagra-do, tal era o rubor que nos subiu às partes podengas!
Como a sala só nos tinha a nós a ouvir tão picantes anedotas, ficámos todos cheios de vontade de lá voltar o mais rapidamente possível, principalmente o PM, para nos garantir a boa qualidade do vinho, magistralmente aberto e depositado nos copos por tão diligente agente de Baco!
Os nossos parabéns ao Hotel Turismo da Covilhã!
Nota: nunca entrem pela porta dos Piornos...
O vosso cegueta do ouvido e surdo no olhar!
Rafaelitolindo"


E agora as fotos:

O Isso Agora... e a Agora Isso... estavam eufóricos com o atendimento. Principalmente quando entrámos na sala do restaurante depois de esperarmos 20 minutos após as conversações com o Director de Serviços de Restauração e a franga aperaltada, voltámos a sair para juntarem 3 mesas numa, voltámos a entrar... e a malta que lá estava a jantar pensava que nós éramos fiscais da ASAE.



O Carlos Car(v)alho iria dizer mais tarde que até gostou da comida, mas a cara dele não enganava ninguém. Já a Fernanda, que não tinha almoçado, disfarçava melhor.



O Rafaelito comeu tudo até ao fim, com fé nos poderes afrodisíacos da ementa. Mas ele próprio confessou que na cama já eram precisos três: "Eu, ela e um macaco".



Ainda estávamos a comer e já o Paulo Patrício nos fazia companhia, com meia hora de anedotas.



Se aBerta ali estivesse, anotaria tudo para nos enviar por e-mail, tão frescas e engraçadas eram as anedotas todas, sem excepção.



Valeu-nos o Rafaelitolindo para contar a única anedota inédita da noite, sujeitando-se a ser expulso da sala pelo Director de Serviços de Restauração: "A Maçã Roda Roda".



A Olinda estava eufórica, depois de ter reconhecido no nosso grupo o padre Fontes de Vilar de Perdizes e de o ter apresentado à malta da organização do ArtCore, que se declarou honrada pela presença de tão ilustre visitante.



Depois de nos lerem e de lermos um par de poemas eróticos, fomos convidados para irmos à sede da AAUBI assistir ao filme "9 Songs" (num pequeno anfiteatro em que estavam uns 30 estudantes, dos quais metade fumava). Depois, tocámos no bar algumas das músicas da Tuna Meliches. A adesão não foi muita, mas compreende-se... esta malta nova está habituada a dizer asneiras mas não a cantá-las. No fim, tirámos uma foto com dois dos elementos da organização do ArtCore, a quem elogiámos a coragem de fazerem um evento deste tipo por trás da serra da Estrela... e no Hotel Turismo da Covilhã.

Teríamos ânimo no domingo, depois de tudo isto, para irmos até Linhares da Beira e almoçarmos no restaurante "Escorropicha, Ana!" sujeitando-nos a que o GPS da TriMargarida nos mandasse para a Ponte das Três Entradas? E que nos aparecesse na Carrapichana um Director de Serviços de Restauração e uma franga aperaltada? Só vendo o capítulo seguinte...

terça-feira, novembro 13, 2007

A saga da Tuna Meliches no 8º Encontra-a-Funda - capítulo 2

Claro que chegámos ao Sabugueiro. Não se esqueçam que levávamos o GPS da TriMargarida... ao qual ninguém ligava, sob risco de nos fazer ir pela Ponte das Três Entradas!


A refeição foi um mimo, com entradas de queijo, presunto e enchidos, migas de bacalhau com pastéis do mesmo (foi genial o método encontrado de dividir 4 + 4 pastéis por 7 pessoas... e mais genial ainda o método "um dó li tó" que o Rafaelito arranjou para sacar o meio pastel que sobrava), cabrito assado e requeijão com doce de abóbora, tudo acompanhado com um cumpridor vinho do Dão.



Tudo? Não. Faltava uma sopa que o Mário Rui... digo, Padre Fontes pediu para aconchegar o estômago.



Ó Celeste, tu é que a sabes toda, quando pediste uma garrafa de jeropiga branca. É que estava mesmo uma delícia... fresquinha...



Já não me recordo o que a Olinda estava a dizer à senhora do restaurante Miralva (que recomendo), mas devia ter a ver com matraquilhos.



"Faz-me falta um preto"
desabafou a TriMargarida, que eu bem ouvi.



É uma maravilha tocarmos, cantarmos e falarmos com pessoas que não estão à espera... e que retribuem com olhares e sorrisos que nos ficam gravados para toda a vida.



O Paulo Moura fica bem com qualquer chapéu.



"Para esmoer", fomos a pé e a cantar até à ponte sobre o Alva (com vários coros caninos a acompanharem-nos no trajecto). Ao regressarmos aos carros, as senhoras da loja onde começámos a cantoria desafiaram o Rafaelito (é só charme, o gajo): "Então, não nos traz cá o boné?" e a TriMargarida lá foi levá-lo, tendo recebido um queijo. Mais tarde, o Rafaelito sugeriria que se cortasse o queijo em sete partes. O Mário Rui.... digo, padre Fontes respondeu que "só se fosse ralado".



Ao fim da tarde, regressámos à Covilhã, onde nos encontrámos com o Car(v)alho e a Fernanda, que chegavam de Viseu. O Isso Agora e a sua cachopa iriam ter connosco ao centro comercial Serra Shopping, onde tivemos que levar a TriMargarida para ela comprar pensos... para um dói-dói.



Antes de irmos para o "Roteiro de Gastronomia Afrodisíaca e Recital de Poesia Erótico-Satiríca, com Mário de Carvalho, no Hotel Turismo da Covilhã, cuja ementa era Cogumelos com Alho e Picante, Espetada de Tamboril e Camarão com Molho Tropical, Caril de Aves com Frutas e Mesa dos Pecados, ao preço de € 20 sem bebidas, com um espectáculo de Paulo Patrício («Prédio do Vasco», TVI)", passámos pela sede da Associação de Estudantes da Universidade da Beira Interior (AAUBI), onde assistimos à afixação das fotos da exposição «Nu Artístico».

Um jantar descrito como "Roteiro de Gastronomia Afrodisíaca e Recital de Poesia Erótico-Satiríca, com Mário de Carvalho, no Hotel Turismo da Covilhã, cuja ementa é Cogumelos com Alho e Picante, Espetada de Tamboril e Camarão com Molho Tropical, Caril de Aves com Frutas e Mesa dos Pecados, ao preço de € 20 sem bebidas, com um espectáculo de Paulo Patrício («Prédio do Vasco», TVI)" promete. Será que cumpre? Só vendo as cenas do próximo capítulo...

segunda-feira, novembro 12, 2007

A saga da Tuna Meliches no 8º Encontra-a-Funda - capítulo 1


A Margarida conseguiu chegar, mesmo tendo seguido à risca as indicações do seu GPS (A25 > Ponte das Três Entradas > Unhais da Serra > Fundão). O Rafaelito estava tão esfomeado que comeu as Entradas todas (muitas mais que as Três da Ponte por onde tinham passado). Abençoado GPS!



Fomos recebidos pelo nosso colega e amigo Carlos S. Martinho que, pelo que nos pareceu, é muito conhecido lá pelas terras do Fundão, vá-se lá saber porquê...



A Margarida queixou-se que a ela não lhe mostravam a garrafa, nem lhe davam a cerveja a provar. Dito e feito.



A comida começou a chegar em abundância e toda deliciosa à nossa mesa do restaurante Alambique de Ouro. Aqui, já o Rafaelito ia na Ponte das Sete ou Oito Entradas.



A empregada (bem girinha) anunciava aqui os brioches que o cozinheiro oferecia para a sobremesa. Bem os pedimos, mas o cozinheiro não saiu da cozinha. Chamámos-lhes «brioches blue tooth».



O Senhor Santo Cristo do Fundão (devia ser com cerejas, mas só havia alhos).



Aqui já se começava a revelar aquele que a Olinda identificou no dia seguinte: o padre Fontes, de Vilar de Perdizes (ou, como o próprio corrigiu, Vilar de Petizes).



O Carlos São Martinho levou-nos a beber um copo numa das (também suas) novas obras do Fundão: o espaço da antiga moagem. Até tinha música ambiente ao vivo, com um pai e uma filha que - vá-se lá saber porquê - também conheciam o Carlos São Martinho!



O ambiente propiciava o idílio e até, como foi o caso deste par de jarras, começarem a tratar-se por tu.



À saída, o Rafaelito mostrou a sua indignação pelo momento supra.



Antes de irmos para os nossos quartinhos, ainda fomos fazer festas a uma zebra. Isto depois de o Paulo e o Rafaelito terem desinfestado o ar à volta do lago do hotel.



O Rafaelito arranjou uma amizade colorida, que não o largava.



A subir a serra, parámos na estalagem da Varanda dos Carqueijais, nas Penhas da Saúde. Aprendemos com a Olinda uma nova forma de jogar matraquilhos: cada vez que a bola ia até ela, gritava "ai, ai, ai, ai..." como se fosse perder a virgindade e deslocava a mesa um palmo para a frente. Terá aprendido esta táctica com o José Mourinho?...



A TriMargarida e o JF, pelo contrário, eram a calma em pessoa. Aqui, a TriMargarida exibia o que o Rafaelito classificou de «tapa-rego».



Quando parámos na Nave de Santo António, mostrei ao longe o Poio do Judeu, o maior monolito isolado à superfície da Serra da Estrela. Era tarde e não dava tempo para irmos até lá. Por isso o Mário Rui e o Rafaelito.... foram! Aqui, tentem descobrir onde estão eles.



O Paulo Moura teve que os ir lá resgatar. À chegada, o Rafaelito estava radiante: "Isto soube bem melhor que o almoço... mas às tantas é porque ainda não almocei".



O Paulo Moura parou num cruzamento porque não via nenhuma indicação para o Sabugueiro. Tirou o mapa do porta-luvas... abriu-o... tentou localizar aquele cruzamento no mapa... e a TriMargarida saiu do seu carro e veio dizer-lhe: "Olha lá, tens aqui ao lado uma placa". O Mário Rui até foi lá ajudar a soletrar: "T e um O, TO..."


Será que conseguiram chegar ao Sabugueiro? Será que conseguiram regressar? Será que conseguiram cravar algum queijo a umas senhoras de lá, a troco de uma serenata? Não percas o próximo capítulo...

sábado, novembro 10, 2007

Coisas da Minha Terra


Foi inaugurada recentemente esta magnífica pastelaria que faz inveja a muitas da cidade. Fica em S.Silvestre logo à entrada (como quem vem para minha casa).
Para a conhecer melhor quando passarem para a F.Foz façam uma pequena paragem.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Ainda se lembram dele?

Não, não me estava a referir ao Joe Berardo II...
...mas sim ao "Baulo Pa_Rata", aqui, provavel_mine(n)te, a consultar a agenda do "tempo".
.Mas cuidado que ele, se tem tempo, por vezes..."morde"!

terça-feira, novembro 06, 2007

Não "Os" vendas, Pi_eRr!

Se "Os" venderes (os "acordolhões",claro, como lhes chamou o PM) , estes amigos "irlandeses" vão acompanhar quem?...
...até porque o deste vídeo não nos deve querer dado que, à bateria, parece bem servido com ... o Rafa (é ele, não é?) ...

...Além disso, tu "concertinas" durante muito mais tempo, se tiveres tempo com tempo (sem contar com o tempo... d'Aguieira).

domingo, novembro 04, 2007

Viva S. Silvestre


blog Coisas da Minha Terra

O João Marcelino criou um blog há poucos dias sobre a sua terra: S. Silvestre.
Pelo entusiasmo que ele está a pôr neste projecto, só espero que os seus conterrâneos adiram e colaborem. Este blog, tal como, por exemplo, o Assalto ao Castelo de Penela, também é património da humanidade.

Visitem S. Silvestre.

A Matahary sugere que ouçamos Realejo

E é sempre um prazer apreciar estes nossos conterrâneos. Mesmo quando ver e ouvir o Amadeu a tocar cavaquinho me traz à memória um ensaio do Coiso em que ele me tentou pôr a rasgar no cavaquinho "começando de baixo para cima e não de cima para baixo". Ainda hoje tenho suores frios quando penso nisso. E a minha auto-estima nunca mais se recompôs...

Realejo - «O Lo o Lo o Lo»


Os Realejo têm uma página internet e no MySpace.

E como a cultura é uma coisa muito linda, aqui têm um realejo utilizado no Brasil para filosofia transcendental (nós por cá temos o Pedro, com a sua Concertina e os seus acordeões, que vai dar ao mesmo, pois também me transcende):

sábado, novembro 03, 2007

quinta-feira, novembro 01, 2007

Para Relaxar


É tão profunda que não podia deixar de partilhar convosco.

Bem HajIdanha, São Veiga!

Na nossa conversinha de domingo passado, a São Veiga e o João Paulo falaram com especial carinho de Idanha-a-Nova.

Ela, que é "fã, sócia, fundadora, honorária y sei lá mais o quê" da Associação de Juventude de Idanha-a-Nova, enviou-nos esta apresentação da associação, que também serve de passatempo: «Onde estão a São Veiga e o João Paulo?»


OK, como o penteado está diferente, eu ajudo. Descubram quando aparece esta imagem:
É sempre bom saber que a malta da nossa Beira Interior se sabe divertir e (con)viver (com) a cultura.

Rafaelitiroliroliro, vamos lá testar esse olho!