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Como a cultura é uma coisa muito linda, o Charlie explica:
"Uma peça carregada de profundo conjunto arquétipo de simbolismos, de onde se destaca de imediato a concha que surge em inúmeros trabalhos artísticos, tanto a encimar, como neste caso, como a sublinhar como no caso das mães e deusas das águas, cujo significado essencial nas pias batismais se condensam.
Neste trabalho em particular, o culto da água e do falo encontram-se na sua simbiose perfeita. Na verdade o rapaz, ao mijar, está na verdade e na nossa apreciação mais profunda, a ejacular, e mais precisamente o elemento mãe, a água fonte de vida. Encontram-se assim os dois mundos, feminino, a concha, e o masculino, num momento de reunião de onde divergem novamente sob nova vida a partir da sua reunião criada."
Rafaelito (no Facebook) - "Ó Carlos Charlie, e então do pirilau não há nada a destacar? Os turistas que fazem fila para VER, não ligam puto à concha, só ao pirilau!"
Charlie - "De facto, as pessoas vão ver o pirilau do menino. Mas isto na cu-ltura é igual à cu-linária. De pouco serve a carninha se umas couves não aconhegarem o cu-zido à portuguesa.
É o conjunto que evidencia o fulcro: o pirilau do menino está mesmo no centro de toda a composição de onde os elementos parecem irradiar, ou seja, as linhas de força canalizam o olhar para o pirilau, que depois irradia para o exterior e por analogia para o universo. É, assim, uma composição de grande força imagética."









































