terça-feira, maio 11, 2010

Very Well, Miss Joana!

Com a devida autorização não resisto a levar ao conhecimento de quem nos "tunabrinques" alguns aspectos relacionados com a VIDA que nos rodeia.

Assim, transcrevem-se opiniões, que considero bem pertinentes, de alguma forma relacionadas com um tema já aqui divulgado (e também enaltecido) face à coragem, então demonstrada, pela "Joana Well":

*"Prostituição: carta aberta - a realidade na sombra
(comentário "extraído" do facebook)

O texto que se segue é o comentário integral deixado no mural do meu facebook pelo José Daniel Nunes Dias:

"Posso ser polémico, mas possuo uma visão muito própria e que resumiria em poucas letras...
A relação sexual comercial habitual é uma relação rápida e, por norma, desprovida de afecto. Mas, às vezes, pode haver sentimentos e emoções passíveis de serem concretizados.
Muitas vezes, os clientes tornam-se habituais e começam a investir naquela relação, que passa a ser de amizade, de afecto e, caso a prostituta esteja disponível, pode até evoluir. Ou seja, apesar de, por regra, não haver afecto, é possível que ele exista. Tal como o prazer.

Antigamente, definia-se a prostituição como a ausência de escolha e de prazer; quanto à escolha, já vimos que existe; quanto ao prazer, embora não seja algo facilmente admitido pelas prostitutas, percebe-se que algumas acabam por tê-lo com os clientes. Ora, isto é polémico: dizer que a prostituta é activa, que escolhe, e, ainda por cima, que o faz porque pode ter prazer sexual, é mais um tabu para o que se julga ser o comportamento sexual adequado a uma mulher... É mais fácil vê-las como vítimas, e não como sexualmente activas, porque o comportamento esperado de uma mulher não é aquele – é o recato, a monogamia, a fidelidade, ideias que estas mulheres, de algum modo, vêem contrariar. Daí a sociedade não estar preparada e não aceitar muito bem esta profissão.

Assim, os clientes não são nenhuns pervertidos, são homens de todas as classes sociais, idades, estatuto civil e experiência de vida - os maridos, pais e irmãos de toda a gente. Os abolicionistas, que acham que a profissão é uma forma de violência sobre a mulher, chamam aos clientes “prostituidores”, porque, na sua óptica, a mulher é uma vítima passiva tanto do chulo como do cliente - a lógica é: se não houvesse clientes, não havia prostitutas. E fazem deles seres perversos. Não são.

Há que respeitar uns e outros e olhar para esta profissão como mais uma."

A minha resposta:

Bom comentário, muito bom mesmo. Eu apenas substituiria o "que o faz porque pode ter prazer sexual" por "quando o faz pode ter prazer sexual".

Não digo que não existam mulheres que se prostituem pelo gozo de se prostituírem mas não me refiro a elas quando escrevo. Não por criticar mas porque simplesmente não saberia o que dizer, não conheço nenhuma. Conheço algumas, num extremo, que decidiram prostituir-se por fome de comida e outras, noutro extremo, que decidiram por fome do último modelo da Nokia e todos os casos intermédios. Em todos, o ponto comum: motivação base - dinheiro; mesmo que depois 100 outros motivos se pudessem juntar a esse, o central - dinheiro.

Depois, se o prazer acontece? Claro que pode acontecer, afinal continuam a ser pessoas. Depende do homem, depende da mulher, depende do dia, da hora, do estado da lua; mas estas circunstâncias não fazem com que as pessoas deixem de ser seres humanos.

Se há aqui vítimas ou mulheres que não tiveram outra opção ou que outra opção seria insuficiente? Há... Mas também há quem esteja aqui porque escolheu estar. De qualquer forma falamos sempre, quando falamos em alternativas, de alternativas insuficientes. E sofremos todas o preconceito, as dificuldades de se ter uma vida dupla, a discriminação, o medo de sermos descobertas.. o dedo apontado.

Não, não é uma vida fácil, embora algumas possam achar mais fácil que outras, depende de cada uma a forma como se lida internamente com isto.

Infidelidade? A minha perspectiva romântica não me permite considerar infidelidade um encontro que não tem como motivação (da mulher) o desejo. Mas isto é teoria, na prática, o companheiro de uma prostituta tem dificuldades sérias para racionalizar a coisa dessa forma.

Não, os clientes não são nenhuns bichos papões e mauzões. :) Mas que os há, bichos papões e mauzões, há; mas isso não é porque são clientes, é porque há homens assim que por acaso são clientes.
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Agradeço ao José o comentário que "emprestou" aqui ao meu blogue. :) Obrigada! Quem quiser, pode "espreitar" o original aqui."*


*****Pela minha parte...agradecimentos a ambos!

sábado, maio 08, 2010

San'Tiago no palco secundário da primeira Noite do Parque da Queima das Fitas de Coimbra 2010


Dia de estreia do traje académico da Mariana. Efe erre á... etc. etc.



Os nosso bilhetes de claque. Ficaram baratos, se contabilizarmos o custo por palmas batidas...



Há os parolos das ostras e os parolos dos horários de organizações de estudantes. Tivemos que estar à espera uma hora que as portas do recinto abrissem. Mas... o que é aquilo lá atrás?!



Olha... são os grupos que actuam no palco secundário («palco Super Interessante»). Mas... e ali na primeira noite... será que estamos a ver bem?!



Estamos! Estamos a ver bem! Ali está! Dia 7 de Maio! Grupo San'Tiago!



O palco, preparado para a actuação dos San'Tiago.



Enquanto não começavam, fomos ver um pouco da actuação do grupo que ganhou o «Musicalidades» ao palco principal. Pedalada tinham eles...



A mãe junto das filhas, com uma grade a separá-las, porque elas tinham credenciais e nós só tínhamos bilhetes de claque.



O gajo ao meu lado é um pinguim-genro. Espécie única.



Et voilà!


A primeira música da noite («Coimbra É Uma Lição»), cantada pela Joana:




O palco estava muito bem "artilhado".



Os San'Tiago deram o seu melhor. Por vezes não conseguiam sobrepor o seu som aos que vinham das tendas à volta...



... e as vozes dos três cantores (Vítor Hugo, Joana e Mariana) ficavam facilmente abafadas pelos outros sons.



Nada que evitasse os pais passarem todo o tempo babados.


«Canção de Embalar» de José Afonso:




A Joana e a Vanessa, em foto dedicada especialmente às amigas Joana e Mariana.



Digam lá que não ficaram com muita pinta, os nossos San'Tiago neste palco? Agora em verde...



... agora em azul.


O «encore» pedido pela multidão (uns 200) entusiasta (uns 30) presente. «Vejam bem» de José Afonso:




Quatro amigas depois do espectáculo. Muitos mais apareceram por lá. Só não ficaram na foto.



Era altura do "chichi cama" para a malta mais idosa. Eu nunca sonhei fazer uma mijinha numa nave espacial!



Uma noite para recordar. Bem hajam, San'Tiago! Bem hajam, amigos e amigas deles!

Adenda - Impressões da nossa incursão por esta Real República da Estudantada

Desde os meus tempos de estudante que sempre associei os estudantes trajados, em bando, a pinguins. A baixa de Coimbra fica por estas alturas a abarrotar com esta colónia de pinguins-estudantes.
Muitos consomem bebidas alcoólicas fora do recinto, antes de entrarem, pois lá dentro são bem mais caras. Depois não admira que andem aos encontrões lá dentro. Parece que estamos nos carrinhos de choque.
Como eu e a Luísa levámos impermeáveis vermelhos iguais, houve um estudante que perguntou à Luísa: "Estão a dar alguma coisa?"
Uma boazona que passou por nós fez-me uma faena (eu é que lha fazia, que a muleta vermelha era minha...).
Já à saída, um estudante estrangeiro olhou para a capa com as músicas dos San'Tiago que eu trazia na mão e perguntou-me: "Éiz eiztiudâti di San Tiagu?"
Deixo aqui duas reportagens ligadas à Queima das Fitas:
> o primeiro cortejo da Queima da Joana, em 2009 (a Mariana fez a reportagem comigo);
> Fotos que tirei numa manhã de Maio de 2002, quando vinha do Colégio Rainha Santa e ia para o trabalho.

quarta-feira, maio 05, 2010

San'Tiago na Queima das Fitas de Coimbra

Quem é que vai lá vê-los, quem é, quem é?


(recorte do diário «as Beiras de 05-05-2010 - secção «Cultura»)

terça-feira, maio 04, 2010

Eles não páram...

...e lá andam "Cataplanando"...


agora pelos "algarves"!






O Rafa ter-se-á prevenido e levado este bidé?Será que esperam que lhes caia mais alguma coisa, lá das cataplanas, para além do que já caíu na taça?
*Advirtam-se então!

segunda-feira, maio 03, 2010

Duo «Rouxinol e Pato» no programa «Portugal sem Fronteiras» na RTP1


António Ataíde e Rui Pato

actuam em duas canções: na 2ª parte aos 24m05s e no final da 3ª parte; ao longo do programa, quando deixam falar o Dr. Rui Pato, aprendemos muito.
(Clica na imagem para acederes aos videos do programa na página da RTP1)


E aqui em baixo têm os excertos dos dois momentos:



sábado, maio 01, 2010