sexta-feira, dezembro 26, 2008

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Bom Natal, malta!

Está descansado, Antonino, que a única coisa que ela tira é, para mal dos meus pecados, o barrete.
Aliás... aquilo não é o teu sótão?!

Ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah...


Rosalina Machado na revista Caras desta semana

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Postal de Natal recebido das Vozes da Rádio



"As Vozes da Rádio desejam um Feliz Natal a toda a Funda São e um 2009 cheio de força! O nosso postal musical para este ano pode ser visto aqui.

beijos e abraços

VdR

http://vozesdaradio.blogspot.com/
www.myspace.com/jorgeprendas"

Repetindo a façanha de há 365 dias atrás, o Centro Norton de Matos, aTradballs e o Rodobalho preparam-se para celebrar na alegria a entrada donovo ano.No Centro Norton de Matos, em Coimbra, o ano terminará alegre com o baile eas melodias tradicionais para dar lugar a nova alegria para mais 365 dias.De 31 a 3 de Janeiro, quatro dias de energia, de descoberta, de partilha ecom os relógios atirados a um canto.Os convidados são os *Franceses Boreale, os Portugueses Toques do Caramulo,No Mazurka Band, João Gentil e Luís Formiga, Quarto Minguante e Mosca Tosca.* Cada um deles dono de formas soberbas de interpretar a cultura musicaltradicional, formas enérgicas de construir o baile e com isso contagiar opúblico, que esquece que lá fora o tempo [a desculpa da celebração] escorremas que dentro perde o sentido.Durante o dia preenche-se o relógio de *workshops de dança, de instrumentos*,projecção de vídeo e jam sesssions. Na noite o baile é rei e partilha-se oque a tarde ensinou. Um programa simples, mas rico, sem preconceito, masrecheado.Em http://passagem.rodobalho.com/ estão todos os detalhes do programa.

sábado, dezembro 20, 2008

Mensagem de Natal do Jorge Castro

Neste Natal, brindo aos amigos, próximos ou longínquos, sedimento que alimenta a raiz da árvore da nossa vida, tentando contrariar alguma nostalgia que nos chega dos dias cinzentos com o sabor bem luminoso dos afectos…

Dos dias conturbados que vivemos, diria que se cada um de nós plantasse uma couve, uma só que fosse, talvez se atenuasse de forma substancial a crise… e, se não lhe descobríssemos melhor e mais necessitado destinatário, sempre teríamos com que acompanhar a nossa ceia natalícia.

Aparentemente, os nossos economistas e homens das altas finanças não levam estas propostas a sério. E tenho para mim que é pena!...


só de musgo faço a base do presépio
imperfeito
que ele é feito de matéria bem mais dura
e vou pondo as figuras ao meu jeito
dando o jeito de lhes dar
ar de ternura

fruta seca sobre a mesa
e a aletria
fantasias de fantasiar fartura
pela ceia o bacalhau faz companhia
preenchendo lugares vagos
e a lonjura

a bota na chaminé
em vago intento
de trazer ao Natal
quem sabe o riso
o brinde
a réstia intemporal de um outro alento
que nos dê outro Natal de mais sustento

pelo céu
cruza um corpo sideral
a apontar o corpo ao léu de uma criança
e nós todos esperando que o Natal
a conforte em agasalhos de esperança

por fim
o travo doce de um bom vinho
a brindar de novo ao sonho
e o embaraço
de não estares à minha mesa
meu amigo
para te dar neste Natal um grande abraço…

Bom Natal e Festas Felizes

- Jorge Castro
Dezembro de 2008

domingo, dezembro 14, 2008

10º Encontra-a-Funda - parte 4

10º Encontro e 5º Aniversário do blog a funda São
As ginjinhas em Óbidos

Depois da visita à oficina do sr. Francisco Agostinho no Chão da Parada, onde cantámos o fado, e da visita ao atelier S. Miguel, fomos aquecer os aparelhos digestivos a Óbidos.
Abancámos à porta de uma tasquinha e, com tantas rodadas que pagámos uns aos outros, perdi o conto ao número de ginjinhas em taça de chocolate que bebemos ali. A € 1 a taça, belo negócio os gajos fizeram connosco. Hic!


Quando começámos nem a fotógrafa ainda precisava de olhar para o chão.



Até acertarmos a metodologia, aquilo era uma fila que merecia um buzinão.



"É a € 1 cada tacinha? Saem cinco!" - o Raim deu o mote.



Aquilo vendeu-se mais que nossas senhoras fosforescentes em Fátima.



"Ó pá... pá... pai... hic... isdé... isdo é... hic... muido bom... hic!"



"Ó Joana, já és adulta? Então tchin-tchin".



Não me perguntem o que o Jorge Costa estava aqui a fazer.



Os Obidés são uns génios: aqui ninguém cai de costas na cadeira (não, não me peçam para fazer uma piada sobre o Salazar).



Em poucos minutos, tivemos ideias geniais para acabar com a guerra e a fome no mundo...



... e para que os canais de pornografia da televisão por cabo fossem descodificados...



... e para que os óculos nunca se perdessem...



... mas passada uma horita já não nos lembrávamos de nada...



... excepto do efeito estufa, que ali ao pé da tasca era notório.



Lá tivemos que fechar a tasca que o jantar esperava-nos.



Não, os narizes não estão vermelhos. Não, os olhares não estão esgazeados. Não...

10º Encontra-a-Funda - parte 3

10º Encontro e 5º Aniversário do blog a funda São
Visita ao Atelier S. Miguel

Depois da visita à oficina do sr. Francisco Agostinho no Chão da Parada, onde cantámos o fado, fomos visitar o atelier S. Miguel, do Fernando e da Milena Miguel, no Formigal. A Milena é uma funda fornecedora de estatuetas em barro da colecção de arte erótica da São Rosas. Nesta época pré-natalícia fomos vê-los fazer mais santinhos e freirinhas mas, como ela própria diz, as peças eróticas que faz para a funda São até servem para desenjoar.


As peças do Fernando e da Milena são sempre riquíssimas em detalhes.



"peças em cerâmica, todas únicas de cariz satírico, inspiradas no espírito alegre, caricato e artístico, que, desde a passagem de Rafael Bordalo Pinheiro por esta terra, ficou aliado às Caldas da Rainha"
- (in Jornal Oeste Online)


O Fernando Miguel explicou-nos um pouco da forma como trabalham no atelier.



A banca de trabalho, onde o barro deixa em tudo a sua cor.



A mão do Jorge Costa parece que está mas não está a apalpar o peito do Fernando, pito!



Uma das várias peças que estão "de costas" no atelier.



Quando estávamos de saída do atelier...



... a Milena levou-nos para nos mostrar o que foi para todos uma surpresa: duas salas com peças fabulosas feitas pelo pai do Fernando Miguel e que merecem uma visita.



Um exemplo.



Outro exemplo.


No fim da visita, a Milena mostrou-nos a encomendinha que lhe fiz e que já está na minha colecção: a sua visão da São Rosas, em duas estatuetas.


A freira endemoninhada com a serpente e o cão



A freira dá a volta à cobra cuspideira

sábado, dezembro 13, 2008

Deolinda ontem no TAGV

Não sabem o que perderam.
"Fiquem sem mim que eu fui lá ter"


Deolinda nos Recreios da Amadora - Foto: Mário Pires/Retorta.Net


Deolinda - «Fado do Melro» (Almeida, 22-08-2008)


Deolinda - «Movimento Perpétuo Associativo» (Aula Magna)

quinta-feira, dezembro 11, 2008

quarta-feira, dezembro 10, 2008

A TRICANA DE COIMBRA

TRICANA DE COIMBRA." UMA HOMENAGEM à MULHER DE COIMBRA,A TRICANA É AGORA PERPETUADA NUMA ESTÁTUA DE BRONZE DE ALVES ANDRÉ

Iniciativa da Junta de Freguesia de Almedina. Foi ontem inaugurada em Coimbra, no Largo de Quebra Costas, a Estátua à TRICANA DE COIMBRA!
"É um dia importante para a Cidade, mas principalmente para a freguesia de Almedina, a mais antiga do distrito e quem sabe uma das mais antigas do país! Sentada, com o cântaro pousado e as chinelas soltas pelo chão. Assim foi desenhada a tricana de Coimbra, que parece descansar um pouco antes de voltar às lides, de levar a água, para vender na estação de comboios, na porta das casas dos senhores ricos. Mulher bonita, graciosa, de porte altivo, mulher de trabalho, desafiando a vida. Não só vendia água, a tricana fornecia as casas senhoriais, levando o pão, os ovos, os legumes, as flores, a roupa lavada, ou mesmo servindo, cuidando das casas como criada. Quando se deixava seduzir por algum estudante, germinava muitas vezes em si um filho, que era capaz de criar, ajudada pela Igreja ou pela Junta, por vizinhos tão pobres como ela"

FOTO E TEXTO de Palmira Pedro (presidente da Junta de Freguesia de Almedina)

segunda-feira, dezembro 08, 2008

As gémeas ainda chegaram a tempo!

10º Encontra-a-Funda - parte 2

10º Encontro e 5º Aniversário do blog a funda São
A lenda oculta das Caldas e o Chico das piças - Charlie



Eis então por fim chegados
Onde por artes de dedos magos
E rijos no seu trabalho
Vêem a luz do dia em estado
de erecção e bem pintados
Os Perfeitos e belos Falos

Foi aqui que D. Leonor
Pondo de lado o seu pudor
Por mágoa del Rei João II:
- Escutai bem a minha dor
Nem que seja em Dama de Honor
Hei-de deixar um filho ao mundo...-

Foi ela então aconselhar-se
A parteiras e seus pares
Como aceder ao exigido.
Todas lhe disseram mal
Do seu ventre não sairá
Nunca um filho pro seu marido

Em estado de desesperação
Decidiu sair então
A um sítio de magia
Disse-lhe o mago: - Há solução
Siga a minha indicação
Na noite em que o luar faz dia -

E foi só sem os seus pagens
nem damas nem carruagens
na direcção dum certo paúl
Quando chegou ao fim da viagem
O que viu pareceu miragem
Tanta gente em pêlo nu.

Esfregavam os seus corpos
Por uma pedra alta e torta
Com a tal forma especial
E faziam uma troca
Passando de boca em boca
Uns objectos de ritual

Ficou então pasmando assim
O que faço eu aqui
Nestas águas de pecado
Mas depois seguiu enfim
Entrou nessa roda sim
E surgiu o resultado.

A barriga em crescimento
O Rei em contentamento
Por um filho ao Reino deixar
Deu-lhe esse consentimento
De fazer um povoamento
E nas águas hospital

Mas falou ao povo então
Sendo rainha em solo cristão
Não posso deixar continuar
Embora esteja em gratidão
Isto é um ritual pagão
Vou punir quem o praticar

Poderão fazê-los, sim
Na tradição do que foi aqui
Os objectos em faiança
Serão usados pra outro fim.
À mesa contendo vinho
Desvanecendo a lembrança.

Mas vejai como segue acesa
A arte da velha rijeza
do Pai que a vida nos deu
Às forças da Natureza
Por mais que pensem certezas
Nunca ninguém as venceu

Das nascentes que são História
Foi-se no tempo e na memória
O antigo ritual
Mas o Falo é a grande glória
Destas caldas que assim provam
A magia ancestral

E voltamos ao início
Aos dedos que em ofício
Fazem festas que cobiças
Gentes, antes que lhes faltar isso
Que empina o chouriço
Lembrai-vos do Chico das Piças

Ele fá-los pra todos os gostos
De feitio e santo rosto
Sem camisa e sem preguiças
Tem um nome muito bem posto
O bem dispalho do carosto
grande mestre Chico das Piças.

Charlie

domingo, dezembro 07, 2008

10º Encontra-a-Funda - parte 1

10º Encontro e 5º Aniversário do blog a funda São
A visita ao Chico das Piças


"Eis então por fim chegados", oferecemos à D. Cassilda, esposa do sr. Francisco Agostinho, uns pastéis de Tentúgal.



O barro pode adquirir formas do...



A apresentação inicial (vulgo preliminares).



O Charlie vinha cheio de dúvidas... e saíu com elas.

Como relembrou o JF, sempre atento, "gostei foi quando o Charlie chegou lá e perguntou: "Você é que é o Chico das Piças?" E o Chico respondeu: "Eu?! Não, sou o Francisco Agostinho".


Primeira lição: nestas coisas mexe-se sempre com avental.



O sr. Francisco Agostinho explicou-nos como aquilo é feito.



O George Coast nunca tinha visto mamas... por dentro.



Os moldes. Quem diria o que sai lá de dentro.



O sr. Francisco só se podia rir dos disparates que por lá se diziam.



Pintadinhos e com uns trapinhos em cima, ficam logo com outro ar.



O mulherio apreciou especialmente os frades e os militares.



Muitas compras por lá se fizeram.



A mecânica do cordel foi exaustivamente experimentada.



O Charlie cantou (e o resto da malta acompanhou) a «Lenda Oculta das Caldas e o Chico das Piças». A gravação é que ficou miserável e o Charlie ainda não me mandou uma versão "limpa", para juntar às ilustrações deliciosas que o Raim já fez para esse fado.



A ilustração que o Raim fez e que ofereceu ao sr. Francisco Agostinho.

Pode ser vista aqui (e, clicando na imagem, amplia e aprecias o detalhe)


A logística do espumante e dos cajus com que brindámos ao sr. Francisco Agostinho e à esposa, que nos receberam com muita simpatia, como se fôssemos amigos de longa data. Bem hajam. E votos de muita saúde.