O Rafaelito mostrou a toda a malta que a máquina fotográfica dele tem uma excelente lente de aumento. O «queijo de vaca, cabra e ovelha curado» afinal era tão pequenino que admira como coube lá o leite de tantos animais!
Desabafou a Lurdes: "E eu que comprei tanto pão..."
O ciclone deste ano fez tombar muitas árvores enormes e centenárias.
O Pinheiro exibindo o troféu: licor de medronho da serra do Bussaco (çim, çim, Bussaco)...
... e nunca o largou.
Éramos 11. E o queijinho do Rafaelito deu para todos! Ora contai!
Tudo servia de pretexto para estes dois apanharem moedas...
O Paulo Dias descobriu uma alavanca...
... mas a Lurdes deu-lhe melhor uso (quem sabe, sabe):
Rafaelito: "Ó Paulo, tira aqui uma fotografia «ameias»"...
... e foram todos «ameias»
Este gajo é só charme!...
No fim do passeio, fomos até ao parque de merendas da Mealhada. Enquanto os Antoninos não chegavam com o bacorinho, o Rafaelito desenrascou-se com o que havia: pão com tosta.
Depois do cigarrinho...
Como ameaçava chover, o Wilson sugeriu que fôssemos para outro parque de merendas, com uma parte coberta, ao pé da Pampilhosa. Aqui, finalmente vimos o bácoro...
No final, uma especialidade gourmet: queijo da Serra com pão. Em duas versões: masculina...
... e feminina:
A digestão correu sobre carris...
... mas a aguardente de medronho fez um efeito medronho...
... e agora, um filme:
Ah, belo medronho!...
E ficámos a conhecer por dentro a verdadeira mata do Buçaco!
Já vos disse que convosco vou a qualquer lado? Desde que não chova...
domingo, outubro 20, 2013
domingo, outubro 13, 2013
A minha «Valsa Beirã» - só o instrumental em viola... e muito aldrabado...
... mas tenho a desculpa (esfarrapada) de estar a tocar num domingo de manhã... na cama... em pijama...
«Valsa Beirã» - música de Paulo Proença de Moura (Proença de... para não confundirem com Paulo Moura, jornalista do jornal «Público»), de 1986. Ganhou o 3º lugar e o prémio para melhor música do Festival da Canção da Guarda, nesse ano, com Luisa Moura a cantar, Acácio Jorge, Luis Ribeiro e Paulo Moura à viola e Manuel Sousa no bandolim.
Isto tocado por quem sabe devia ficar muito bonito...
«Valsa Beirã» - música de Paulo Proença de Moura (Proença de... para não confundirem com Paulo Moura, jornalista do jornal «Público»), de 1986. Ganhou o 3º lugar e o prémio para melhor música do Festival da Canção da Guarda, nesse ano, com Luisa Moura a cantar, Acácio Jorge, Luis Ribeiro e Paulo Moura à viola e Manuel Sousa no bandolim.
Isto tocado por quem sabe devia ficar muito bonito...
quinta-feira, outubro 03, 2013
«Noite Negra» de André Coutinho - um livro que merece um grande efe-erre-á!
Coimbra deixa sempre muito para contar a todos os que passam pela sua Universidade, de raízes profundas e velhinhas mas todos os anos rejuvenescida.
Infelizmente, são muito raros aqueles que partilham essas suas histórias em livro.
André Coutinho nasceu em Vale de Cambra em 1988 e veio para Coimbra tirar uma licenciatura em Serviço Social pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade. Depois de concluir os estudos, escreveu o seu primeiro livro, «Noite Negra», editado agora pela Chiado Editora.
André Coutinho aproveitou a sua experiência como estudante para criar esta ficção, em que nos leva a percorrer os cantos, recantos e encantos (isto saiu-me bem, não saiu?) de Coimbra. E ao longo das 268 páginas, nas noites de Coimbra há lugar para tudo: diversão, paixão, aventura e mistério.
Recomendo para todos os que conhecem Coimbra... e também para os que querem compreender por que razões (ou melhor, emoções) esta cidade nos seduz e cativa de forma perene.
Deixo-vos um excerto da página 60:
"Quando nos sentamos, vi como a Margarida era maravilhosa. Senti a força do destino, impondo as suas mãos sobre nós, como um gigantesco íman que nos impele para o pólo oposto. Como era possível sentir um amor assim, um fogo ardente invisível de Camões, por alguém que até então não conhecia? E, no entanto, eu sentia-o. Sentia-o bem dentro do meu ser, tal como Pedro sentiu o poder do mesmo amor, defronte da sua bela Inês. Os dois, ainda sem conhecerem o futuro, apenas poderiam suspeitar que contra aquele amor proibido se levantariam os céus, a guerra, a dor, a morte e todas as forças cósmicas, com o único intuito de os destruírem com a sua inveja. A minha esperança era que as mesmas forças cósmicas, ao invés de nos destruírem, nos abraçassem, em redor do sonho, onde ainda hoje, Pedro e Inês se contemplam, num vento, sem tempo nem fim, habitado unicamente pela força invencível da paixão."
O livro «Noite Negra» pode ser adquirido nesta página da Chiado Editora ou na FNAC.
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