... com a minha Joanita, porque ela queixava-se de dores fortes num pé.
Fomos até lá (a Mariana veio connosco). Deu entrada no bloco das urgências à 01h00 da madrugada e eu fiquei com a Mariana na sala de espera. O tempo ia passando e, como não havia mais ninguém nas urgências, às 3h20 resolvi pedir informações. Uma enfermeira veio à sala de espera dizer-me:
- Ela está à espera que chegue o médico.
Entrei e fui ter com ela. Perguntei à enfermeira como era possível estar ali alguém este tempo todo, com dores, sentada numa cadeira de rodas, mais de duas horas.
- O ortopedista que está de serviço tem um perfil, tal como nós, enfermeiros. Nós estamos aqui. O médico deve ir verificando se tem serviço. Mas pode estar a fazer uma cirurgia.
- Se está - disse-lhe - concerteza pode a senhora enfermeira saber. É que, nesse caso, pode ser demorado e a minha filha está melhor em casa do que aqui.
Ela foi saber e regressou rapidamente:
- Não está a fazer nenhuma cirurgia.
- Então não entendo. Nem aceito isto. Vou levar a minha filha para casa. Joana, queres ficar aqui mais tempo? Ou preferes ir para casa e voltar amanhã?
- Ó pai, o pé dói-me muito... mas estou estafada. Vamos para casa.
A enfermeira alertou-me:
- Se sair, é considerado abandono.
Respondi-lhe:
- Ai a doente é que abandona?! Ou o médico é que tem aqui uma doente abandonada? Sabe o que me apetecia? Fazer aqui uma algazarra e que chamassem a polícia. Ia preso mas mostrava o que penso disto.
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Depois de uma noite em que a Joana dormiu o que pôde (nem tinha posição para pôr o pé sem sentir dores), a Mariana levou-a de novo às urgências do hospital dos Covões. Pagou de novo a taxa moderadora (9 euros e tal). Depois de duas horas, foi atendida, diagnosticada e medicamentada: tendão inflamado, com direito a uns dias com meia elástica e a andar com canadianas.
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No jornal «as Beiras» li esta notícia... e fiz uma leitura muito pessoal do título: