quarta-feira, abril 17, 2013

OPERAÇÃO OLIVEIRA



Ó  oliveira d´Anadia
Deixa-te lá de peneiras
Para "Fala" sem anomalia
Envolta em serapilheiras


terça-feira, abril 09, 2013

Excelente documentário sobre a nossa Maria Guia Pimpão

Breve apresentação da pintora Maria Guia Pimpão, cuja exposição «(E)ternamente Mulher» vai estar patente na galeria da Maria Zimbro de 6 a 28 de Abril, na Covihã, ao lado do teatro Municipal.


Maria Zimbro- Artistas: Maria Guia Pimpão from Golden Dreams on Vimeo.

sexta-feira, abril 05, 2013

terça-feira, abril 02, 2013

Tuna Linha - todas as músicas... com todas as letras

Estas gravações foram feitas usando a técnica «All At Hill» (todos a monte) nos estúdios «Mouradia», graças ao equipamento, à técnica e à pachorra do Alexandre Gaspar, amigo do João Marcelino e, agora, também nosso.



1 - Tuna Linha
(música de «Tinta Verde» - Vitorino)
(letra de João Marcelino)

A dezasseis de Fevereiro
No apeadeiro de S. José
Estava eu todo porreiro
À espera do Metro em pé
Estava eu todo porreiro
À espera do Metro em pé
A dezasseis de Fevereiro
No apeadeiro de S. José

(Repete 3º e 4º / 1º e 2º em todas as quadras)

Olhava para os carris
Mas do Metro nem sinal.
Fui coçando o nariz
Algo estava a correr mal

Meti os pés ao caminho
Fui andando pela linha
Vi que não estava sozinho
Mas o Metro, esse, não vinha

Foi então que dei por mim
No Parque, na Estação.
A viagem foi assim
Toda feita em excursão.



2 - A linha
(música de «a Casa» de Vinicius de Moraes)
(letra de Paulo Moura)

É uma linha
muito engraçada.
Não tem comboios
nem tem mais nada.

Na maior parte
do seu trajecto
Não há carris
nem há projecto.

Os carris foram
para a sucata
E o Metro não
ata nem desata

Só mesmo as plantas
crescem aqui
E há bons recantos
p’ra fazer xixi.

Não há dinheiro?
Soa a sirene!
Foi pr’ó buraco
do B. P. N.



3 - Coimbra sem Ramal
(música de «Coimbra do Choupal»)
(Letra de David Carvalho / Refrão de João Marcelino / Adaptações de Paulo Moura)

Coimbra do Choupal
Nem metro nem ramal
Será que és Portugal
... ainda?...

Coimbra onde uma vez
Promessa alguém nos fez
Metro com rapidez
... já vinha!...

Coimbra das canções
P'ra nós nunca há tostões
Quase que nos põem
... a nu...

Coimbra dos doutores
Não queremos favores
Queremos o nosso
... Metro...

REFRÃO
O Metro é uma promessa
Em falta, essa é que é essa
E a malta não tolera
Tantos anos de espera.
Não baixamos os braços
A luta cria laços
Queremos o nosso Metro.



4 - À meia noite ao luar
(canção tradicional de Coimbra)
(refrão de Paulo Moura)

À meia noite ao luar
Vai nas ruas a cantar
O boémio e sonhador [bis]
A recatada donzela
De mansinho abre a janela
À doce canção de amor.

Ai como é triste
À luz do dia
Alguém levar
Os carris que havia.
A população
Devia estar grata
P’lo dinheirinho
Pago p’la sucata.

Dão as doze badaladas
Ao ouvir-se as guitarradas
Surge um luar que é de prata [bis]
A recatada donzela
De mansinho abre a janela
Vem ouvir a serenata.

Refrão (2X)



5 - Janeiras a Metro
(música tradicional portuguesa)
(letra de Paulo Moura)

Levante-se daí, minha senhora
Desse banco da estação
Venha a pé ou de automóvel
De autocarro ou camião

Coitadinho do Menino
Jesus teve um pesadelo:
Os carris já lá não estavam
E o comboio, então, nem vê-lo
(repete dois versos finais)

Levante-se daí minha senhora
Desse banco em Serpins
Venha cantar as Janeiras
A Coimbra de patins.

Coitadinho do Menino...

Levante-se daí minha senhora
Desse banco na Lousã
E venha de bicicleta
P’la fresquinha da manhã.

Coitadinho do Menino...

Levante-se daí minha senhora
Aí de Miranda do Corvo
Vem de burro p’ra Coimbra
Se não for muito estorvo.

Coitadinho do Menino...




Tudo seguidinho:

domingo, março 31, 2013

TUNA MELICHES - Tuna Linha - Slideshow

TUNA MELICHES em Versão Tuna Linha - slideshow do nosso desfile musical desde o Apeadeiro de S. José até à Estação do Parque em Coimbra, e que contou com o Movimento Cívico de Lousã e Miranda. Letras e arranjos da TUNA MELICHES gravados posteriormente nos «Estúdios Mouradia» e que aqui se ouvem em fundo.


segunda-feira, março 25, 2013

GRAVAÇÃO TUNA LINHA!


LOCAL :ESTÚDIO MOURADIA - FALA - SÃO MARTINHO- COIMBRA
TÉCNICO DE GRAVAÇÃO: ALEXANDRE GASPAR
MÚSICOS: Paulo Moura-viola-cavaquinho
                    João Marcelino-Viola
                    Antonino Silva -  bandolim
                    Carlos Carvalho - Viola
                    Fernando Rafael - percussão - Bombo de Lavacolhos
VOZES: Luisa Moura e Joana Moura
VOZES CORO: todos os músicos.
CANÇÕES GRAVADAS:
1-A Linha - música de "a casa" de Vinícius  de Moraes-Letra adaptada de Paulo Moura
2-Tuna Linha - música de "Tinta Verde"-Vitorino                "         "             João Marcelino
3- Apita o Combóio -  de José Malhoa                                               "            Paulo Moura
4- À Meia Noite ao Luar -fado tradicional de Coimbra         "          "                  "      "                        
5- Coimbra Sem Ramal  -       Canção tradicional de Coimbra  -   Letra de David Carvalho/refrão de João Marcelino/adaptação de Paulo Moura





INTERVALO



FIM DE GRAVAÇÃO

             Dançando  a última gravação(extra)                                           autoria do Professor Antonino!

 O TÉCNICO DA GRAVAÇÃO ALEXANDRE GASPAR


E TUDO TERMINOU NO JOAQUIM DOS LEITÕES!       SEM FOTOS!

sábado, março 23, 2013

OUÇAM! O VENTO MUDOU....




Ó São
Ó São
E o governo mudou
A linha não voltou
Os carris partiram
As  promessas caíram

A linha quis viver
E até Coimbra correr
Prometeram voltar
Se o governo mudar

E o governo mudou
E ela não voltou
Sei que ele mentiu
P'ra sempre a linha fugiu
Governo por favor
Traz-nos o nosso amor
Vê que vamos morrer
Sem não mais  o metro ter

Governo tenha dó                                                                                                       nem que seja um trenó
 Ponham a bitola nela                                                                                 
Chorem sobre ela
E as nuvens choraram
E quando voltaram
Soubemos que mentiram
P'ra sempre fugiram
Metro  por favor
Cubram nossa dor
Já que  vamos morrer
Sem não mais o ter

Ó São, Ó São, Ó São 

segunda-feira, março 18, 2013

As minhas prendinhas para a nossa TriMargarida

TriMargarida,
Como nos presenteias sempre com diferentes pinturas nas unhas, ofereço-te estas sugestões para futuros eventos.
TriParabéns, cachopa!







ANIVERSÁRIO

MARGARIDA NEVES

18-03-1959 / 18-03-2013

Muitas Felicidades!

Parabéns!

terça-feira, março 12, 2013

SÁBADO 16 DE MARÇO    21H30

SALA PRINCIPAL

XV Semana Cultural da Universidade de Coimbra

VOZES DA RÁDIO Jorge Prendas, António Miguel, Tiago Oliveira, João Ricardo Fráguas e Rui Vilhena
PRODUÇÃO Coro Misto da Universidade de Coimbra
ORGANIZAÇÃO Reitoria da Universidade de Coimbra

Com 22 anos de carreira, as Vozes da Rádio são o mais antigo e conceituado grupoa cappella português. No seu currículo contam com mais de quinhentas apresentações ao vivo, bem como inúmeras colaborações com artistas de renome nacional e internacional. Para o concerto com o Coro Misto da Universidade de Coimbra, o quinteto portuense preparou um alinhamento eclético, onde, para além de momentos a solo de ambos os grupos, serão interpretados em conjunto alguns dos maiores êxitos das Vozes da Rádio. Com arranjos de elevada qualidade harmónica e sempre com o humor habitual que lhes é característico, o concerto de encerramento do XIII Encontro Internacional de Coros Universitários será certamente um momento único e inesquecível.

Durante 22 anos, o grupo já editou 8 álbuns e participou em dezenas de discos de outros artistas, e compilações. Sendo um grupo português, o trabalho das Vozes da Rádio foca-se em vários estilos da música portuguesa, especialmente no fado e na música tradicional. No entanto, o reportório do quinteto abraça uma grande diversidade de estilos, desde o jazz ao pop rock, passando pela música do mundo e música tradicional brasileira, incluindo muitos originais onde o humor e a qualidade harmónica são premissas essenciais.

A sonoridade original permitiu a estes 5 cantores trabalhar com os mais talentosos músicos portugueses. 

As harmonias das Vozes da Rádio juntaram-se em espetáculos ao vivo à fadista Mafalda Arnauth, à cantora jazz Maria João e a artistas de renome mundial comoIvan Lins (Brasil), Uxia (Espanha) ou Sara Tavares (Cabo Verde). O grupo a capellatambém já gravou com Rui Veloso, Ala dos Namorados, Gaiteiros de Lisboa,Fernando Girão, Manuel Paulo, Danny Silva (Cabo Verde) e Arnaldo Antunes(Brasil), entre outros.


PREÇÁRIO
12€ [Normal]
10€ [< 25, Estudante, > 65, Grupo + 10 (Oferta 2 bilhetes na compra de 10 ingressos), Rede UC, Desempregado]
9€ [Assinatura para as Artes]

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

«A conspiração» - a gloriosa jornada da Tuna Linha pela pena (de pato) do Mestre escriba Quito


Todos contra o humilde campesino...

Fosse eu o Jorge Jesus de águia ao peito, que logo vos diria perante as câmaras da televisão: “acardito que está aqui montada contra mim uma cavala para destruir a minha reputação”. Uma cabala, dirão vocês. Não, uma cavala, porque o que me apetece mesmo é fazer aqui uma peixeirada !!!
Esta é uma história muito violada. A rapaziada entendeu – e bem- fazer mais um chinfrim de protesto, contra a prepotência de quem retirou aos seus utentes o comboio da Lousã, a pretexto de um badalado Metro – Mondego. Acabou-se o dinheiro e agora, nem metro nem comboio e quem se lixou são sempre os mesmos.
Ficou assim aprazado o protesto e a rapaziada lá se passeou pela defunta linha. O campesino, vindo de Salgueiro do Campo, aguardou-os no Parque Verde, bebendo uma bica e dando pacientemente pão aos patos que grasnavam pelo bocado apetecido.
Depois, chegou a procissão, com o Senhor Conde de Caria à frente de boné branco na cabeça e viola a tiracolo que, mal me viu, fez um sorriso de orelha a orelha e disse-me babado de vaidade: “ó campesino, já estou há mais de uma hora a violar em cima dos carris”.
Da mesma performance se gabaram o Antonino e o Carlos Carvalho com as botas todas esmurradas de tanto tropeçar no cascalho . O João Cortesão, mais comedido, não fez comentários, porque é um tipo decente.
Depois seguiu-se o almoço, com a carrinha da comida a chegar e uma multidão a abrir a porta traseira sem pedir autorização para tirar o farnel, tendo a cozinheira fugido espavorida a 2OO à hora pela Avenida Urbano Duarte.
O repasto foi uma vergonha. Não havia ali um único que tivesse lido o “Manual de “Etiqueta”. O Viana, em tom provocatório, ia acariciando a barriga a dizer: “este bacalhau com natas vai saber-me a pato”.
O João Cortesão, talvez por ser o mais bonito de todos, era muito requisitado pelo elemento feminino, pedindo-lhe que tirasse fotografias…” Ó João, tira-me aqui uma fotografia com o bolo da Celeste Maria … ó João tira-me aqui uma fotografia com os meus moinhos de vento… ó João tira-me aqui uma fotografia a apanhar a Torre da Universidade …”.
Entretanto, chegou um contestatário com a família, que trazia dentro de uma marmita um frango para consumo pessoal. O que aconteceu a seguir não tem explicação. O grupo atirou-se ao galinácio sem cerimónia, ao ponto de se gerar uma “formação espontânea” por cima da marmita. Aquilo já nem parecia um “pic-nic” ! Parecia um jogo de rugby!!!
E foi a partir de aqui, que as coisas começaram a azedar para o meu lado. No fim, de barriga forrada, fui ajudando a meter no lixo os destroços da batalha, cheio de boa vontade.
Recorda-me de ter deitado fora uma dúzia de pratos sujos e duas asas de galinha, onde, numa delas, até estava cravada uma dentadura rachada, tal era a gula!!!
Acusam-me agora – Rafael, Carlos Carvalho, Celeste Maria, Olinda e outros que mais – de eu ter atirado para o lixo, um serviço de jantar da Vista Alegre, pintado à mão. Não contentes, alguém meteu na bagageira do meu Ferrari, a estante das partituras do Castelão, que me acusa de a andar a passear por Portugal inteiro. Por acaso tem razão !!! Já fez mais de 7OO quilómetros!!! O objetivo é óbvio. Incriminar o campesino. Olha que um cabrito assado com grelos do “Manuel Júlio” não se lembraram de lá meter, não!!!
O Dom Rafael teve até a lata de dizer que andou a meter a cabeça em todos os caixotes do lixo do Parque Manuel Braga para recuperar a baixela, investido no estatuto de “sem-abrigo”.

Em resumo: andam a tramar uma conspiração contra mim. E da próxima vez que me convidarem para aderir a um movimento cívico, eu faço-vos as “armas de S. Francisco”. Manifestações e almoçaradas, agora, só com a malta do “Jornal do Fundão”…

Quito Pereira
Blog «Encontro de Gerações» e crónicas regulares «Beiras» no «Jornal do Fundão»

segunda-feira, fevereiro 25, 2013